Escolha tipo de sistema hidráulico

 

Neta seção serão abordados assuntos relacionados a condução de gases em geral. Devido a complexidade do assunto estamos dividindo esta seção em três tópicos   (GLP, Gás Natural e Outros Gases).


 
 
 
 








A Indústria Nacional e o Mercado de Petróleo e Gás;  
Medição Remota de Gás;
Petrobrás fará gasoduto na região Sul da Bolívia;
CCBS – Central de Cogeração da Baixada Santista – iniciativa da Petrobras, é ...
GASNET -O site do Gás Natural
CTGS - Centro de Tecnologias do Gás Visite este exelente site !!!
Natural Gas Technologies Centre
REDEGS - Rede de Excelência do Gás Natural
GDP - Gás de Portugal
IGU - International Gas Union
GASPETRO - Petrobras Gás S.A
TBG - Transportadora Brasileira do Gasoduto Brasil-Bolvia S.A.
GASBOL - Mini site do Gasoduto Bolvia Brasil  
ABEGS - Associao Brasileira das Empresas Estaduais Distrib. de Gás Canalizado.

COMPANHIAS DISTRIBUIDORAS 
COMGS - Companhia de Gás de São Paulo
CEG - Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro
COMPAGAS - Companhia Distribuidora de Gás do Paraná
BAHIAGAS - Companhia de Gás da Bahia
POTIGS - Companhia de Gás do Rio Grande do Norte
GSMIG - Companhia de Gás de Minas Gerais
PBGS - Companhia Paraibana de Gs
ALGS - Gás de Alagoas S/A
CEGS - Companhia de Gás do Ceará
COPERGS - Companhia Pernabucana de Gás

ENERGIA  
ANP - Agência Nacional do Petróleo
Enron
INEE - Instituto Nacional de Eficincia Energtica
International Energy Agency
Olade - Organizao Latino Americana de Desenvolvimento Energtico
Petrobras Distribuidora S/A PETROBRAS
MME - Ministrio de Minas e Energia
API - American Petroleum Institute
El Paso Energy

 
 

Aguarde que estamos preparando informações sobre este tipo de Sistema
Colabore enviando seu artigo técnico.

CONSULTOR   ONLINE

  Seu e-mail 

 

MEDIÇÃO REMOTA DE GÁS.

A medição do gás natural, em qualquer ponto de consumo, industrial, comercial ou residencial, é feita por meio de aparelhos registradores que calculam os volumes utilizados, em metros cúbicos, para, posteriormente, cobrá-los dos diversos usuários. O Liceu de Artes e Oficias (LAO) desenvolveu, em São Paulo, um sistema de medição remota (por computador) de água e luz, que está sendo adaptado também para a leitura do consumo de gás.
Segundo um dos responsáveis pelo projecto, Eng. Ricardo Ferreira Marques, a partir de maio de 1998, quando uma legislação específica estadual obrigou a que se procedesse uma previsão de leitura de água remota em São Paulo, o Liceu planejou um sistema chamado de "medição individual". Em função disso, desenvolveu um mecanismo pelo qual é possível ler tanto a água como a energia elétrica consumida.

Segundo Marques, no caso de condomínios residenciais o medidor é similar ao tradicional mas tem, acoplado ao seu conjunto um dispositivo chamado Rede, que, por meio de um sinal, envia informações para uma central instalada no andar térreo do condomínio. No computador dessa central está instalado um software, desenvolvida pelo LAO, que le essas informações. "Estamos trabalhando em conjunto com a Comgás para que a distribuidora paulista possa ler nossos computadores", diz ele.
Numa primeira fase, experimental, o leitorista contratado pela companhia de gás iria até o condomínio e puxaria todas as informações do computador da central, munido de um notebook, e emitiria a fatura individual de cada apartamento, no ato. "Mas já estamos idealizando uma maneira mais ágil de se emitir a fatura, sem que o leitorista tenha que ir até o condomínio; a
Comgás mesma, com seu próprio equipamento, levantaria todos os dados, via modem ". Para Marques, esse será o encaminhamento natural das leituras de consumo, daqui para a frente.

Para o engenheiro do Liceu, é importante notar que a Lei do Consumidor não está sendo hoje observada dentro dos condomínios. Nesse sentido, as famílias com baixo consumo estão pagando, por meio de rateio, o mesmo valor que uma familia grande, que consome mais. Para ele, a mudança de consciência energética que está sendo estimulada pelo início do uso do gás natural em escala maior deverá ter no método de medição individual de consumo, um forte aliado. Marques revela que, em estudos por ele realizados, constatou que existem, hoje — só na capital paulista—, 40 mil condomínios residenciais. Na Grande São Paulo, esse número sobe para 70 mil. É preciso considerar que existem grandes condomínios, com mais de 25 blocos cada. "Estou realizando uma experiência piloto num condomínio com 27 blocos, com nove andares por bloco, quatro apartamentos por andar e uma média de quatro pessoas por apartamento, o que dá cerca de 4 mil pessoas Sistema de Medição Remota de Gás - www.revistaengenharia.com.brmorando só nesse lugar". Ao final do experimento — que inclui a compra de um gerador a gás para gerar energia elétrica para todo o condomínio—, ele pretende demonstrar a diferença de custo entre o kW que Eletropaulo fornece e o custo do kW gerado pelo gás.

Artigo extraído da revista ENGENHARIA (www.revistaengenharia.com.br) edição 538/2000 ANO 57  Pág. 50  "Reportagem de Capa"

 

Voltar ao topo da página.
Voltar ao topo da página.

 

A INDÚSTRIA NACIONAL
E O MERCADO DE PETRÓLEO E GÁS

 Por Eduardo RappeI*

A abertura do mercado de petróleo e gás vem transformando o Brasil em um dos países mais promissores em todo o mundo para negócios neste setor. Na próxima década, está previsto um fluxo de investimentos diretos, internos e externos, da ordem de US$ 80 bilhões a US$ 90 bilhões. Um volume expressivo quando comparado aos US$ 30 bilhões investidos pela Petrobrás nos anos 90.As previsões indicam que a produção brasileira de petróleo e gás deva dobrar dentro de cinco a sete anos, o que coloca a indústria de petróleo entre os segmentos mais dinâmicos da economia nacional, com impactos diretos sobre o emprego e a renda, O setor de petróleo e gás tem evidenciado enorme potencial de alavancagem econômico-financeira, face ao seu impacto multiplicador sobre as demais cadeias produtivas. E certamente será o segmento da economia que concentrará o maior volume de investimentos nos próximos anos.
A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), criada em 31 de maio de 1999, foi concebida para atuar como um fórum de articulação do setor. Reunindo todos os players deste mercado - companhias de exploração, produção, refino, processamento e distribuição de gás, petróleo e derivados, empresas fornecedoras de bens e serviços, organismos governamentais e agências de fomento - a ONIP pretende agir em prol do aumento da competitividade do setor.
Instituição não governamental, de direito privado e sem fins lucrativos, a ONIP tem a função estratégica de mobilizar o mercado, seja na criação de um ambiente favorável a novos investimentos, no fortalecimento da capacidade industrial instalada ou na participação efetiva na elaboração de políticas industriais. Sem qualquer intuito de estabelecer reserva de mercado, a instituição se propõe a garantir igualdade de oportunidades e condições para as empresas brasileiras participarem deste ciclo de expansão da atividade petrolífera.

Um de seus objetivos básicos é maximizar a participação de empresas instaladas no país no fornecimento, em bases competitivas, de bens e serviços à indústria de petróleo e gás. Uma das metas é conseguir que sejam feitas no país cerca de 600/o das compras de serviços, materiais e equipamentos demandados pelas atividades de exploração e produção dos novos campos de petróleo e gás natural, pelos pólos petro-gás-químicos em implantação e pelas termelétricas a serem instaladas.

Para garantir a real participação do produto brasileiro, a instituição está atuando basicamente em duas frentes: a) busca de igualdade de condições para competir com os fornecedores estrangeiros. Para tanto, a ONIP está se mobilizando, por exemplo, para reduzir a carga fiscal do produto brasileiro, a fim de que este possa competir em igualdade com seu similar importado. Ao mesmo tempo, a instituição busca a obtenção de novas linhas de financiamento, bem como a simplificação de procedimentos industriais contratuais entre as empresas do setor, com vistas à redução dos custos de produção; b) capacitação de fornecedores locais, num programa desenvolvido em parceria com o Sebrae visando ao aprimoramento tecnológico, gerencial e comercial da base industrial e de serviços instalados no país.

A ONIP, em seu papel de organização articuladora e operando através de comitês setoriais, busca, em síntese, eliminar os entraves à realização e ao crescimento dos investimentos no mercado de petróleo, pois acredita que é através de projetos desse gênero que o nível de emprego e renda na sociedade brasileira pode aumentar. E o incremento de sua competitividade no mercado doméstico induzirá, no futuro, a uma participação mais ativa no mercado internacional.
Em paralelo às suas atividades de mobilização, a ONIP atua como um centro de captação e difusão de informações técnicas e gerenciais qualificadas sobre o mercado brasileiro e internacional, promovendo a aproximação entre as múltiplas oportunidades de negócios e os interesses das empresas que atuam na área. Para isso está sendo montado um amplo sistema de informação, integrado por diversas bases de dados, tais como: cadastro de fornecedores locais de bens e serviços; planos de compras das companhias produtoras de óleo e gás instaladas no país; legislação; demandas de recursos humanos; tecnologias e fontes de financiamento. Este sistema constitui ferramenta indispensável no processo de conhecimento mútuo e relacionamento entre demandantes e supridores. Seguindo a tendência do mercado, a instituição pretende montar um banco de negócios (e-business) pela lnternet.

Face à magnitude e multiplicidade dos projetos relacionados ao uso dos gás natural, a ONIP está implantando comitês e grupos de trabalho técnico para tratarem de projetos industriais prioritários, tais como as termelétricas previstas no Programa Prioritário de Termelétricas do governo federal, com investimentos de R$ 12 bilhões; o pólo Gás — Químico, no Rio de Janeiro; e o pólo Gás — Sal, no Rio Grande do Norte. Os projetos da Petrobrás em Urucu, no Amazonas, e em Guamaré, no Rio Grande do Norte e, em especial, a nova planta de processamento de gás natural em Cabiuna, no Rio de Janeiro, também estão sendo acompanhados pela ONIP, principalmente no seu Comitê de Capacitação e Competitividade Industrial, de forma a se garantir o maior conteúdo local possível no fornecimento de bens e serviços.

Destaca-se ainda o Centro Tecnológico do Gás — CTGÁS, ora em final de implantação, na cidade de Natal (RN), com o qual a ONIP deverá manter estreitos laços de cooperação, de forma a se potencializar o seu papel como unidade de capacitação tecnológica e de formação de recursos humanos para o setor. Este projeto é um dos temas prioritários em discussão no Comitê de Capacitação Tecnológica da ONIP.

Para ampliar sua participação no segmento de gás natural, em particular na área de distribuição, a ONIP deverá em breve contar com a incorporação, em seu quadro de associados, de organizações como Transpetro, Gaspetro e ABDGAS — Associação Brasileira de Distribuidores de Gás. Os assuntos relacionados a transporte, armazenagem e distribuição de gás são tratados no Comitê de Logística e Infra-estrutura da ONIP.

* DIRETOR GERAL DA ONIP-ORGANIZAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DO PETRÕLEO.

Obs.: Artigo extraído da Revista Engenharia 538/2000 – ANO 57   (Palavra do Leitor)
www.revistaengenharia.com.br

 

Voltar ao topo da página.
Voltar ao topo da página.
Voltar ao topo da página.

Gás Petrobrás fará gasoduto na região Sul da Bolívia

O governo da Bolívia vai autorizar a Petrobras, a petroleira estatal brasileira, a construir um gasoduto próprio no sul do país, informou na semana passada o ministro do Desenvolvimento Econômico bolivia no, José Luis Lupo.

O anúncio foi feito durante o final de uma breve visita a Bolívia do ministro brasileiro de  Minas e Energias, Rodolfho Tourinho, e do presidente da Petrobras, Philippe Reichstuhl, que estão interessados em aumentar os acordos de integração energética entre os dois países.
Tourinho e Lupo firmaram um memorando de entendimento após a  reunião mantida entre a  delegação brasileira e o presidente boliviano, Hugo Banzer, no Palácio do Governo de La Paz. Na presença do presidente, Lupo declarou que o governo brasileiro decidirá sobre a possibilidade de adiantar o volume do aumento de suas compras de gás natural da Bolívia, a partir de 2001.

Desde o ano passado o Brasil; adquire gás natural boliviano através do contrato que compromete a provisão de 30 milhões de pés cúbicos diários, a qual deverá ser elevada em 40% a partir de 2001, para cobrir as necessidades de  combustível das 43 termelétricas em construção em seu território.

Na Bolívia, a rede de transporte de hidrocarbonetos é propriedade do consórcio Transredes, liderado pela norte-americana Enron e que possui o monopólio no setor, incluindo a faixa do sudeste do país Yacuiba-Río Grande, de 450 quilômetros. Em função de a Petrobras Ter descoberto duas grandes reservas de gás natural na região sul da Bolívia; a petroleira estatal brasileira pretende. transportas esse hidrocarbonetos por conta própria, sem depender do consórcio, e espera que o governo boliviano pague a compensação pela ainda parcial utilização da capacidade total do gasoduto Bolívia-Brasil.
Essa indenização, que a lei boliviana chama "conta diferida"- estimada em US$ 100 milhões -, ainda não foi acordada e depende das conversações entre a  Transredes e as empresas produtoras para que possa ser fixada um preço único para o transporte de hidrocarbonetos.

Ao mesmo tempo em que o preço único já foi aceito pelos executivos da Petrobras, "ainda não está claro como será resolvido o pagamento diferido", admitiu Tourinhom, ao afirmar que espera mais informações das autoridades bolivianas.
Lupo adiantou que o gasoduto pretendido pela Petrobras é compatível com os planos governamentais, como expressão de confiança de que o Brasil deverá adquirir oito milhões de pés cúbicos diários de gás natural (adicionais ao volume do primeiro contrato), a partir do ano que vem.
O provável pedido de aumento de volume de gás boliviano, antecipado pelas autoridades brasileiras, foi acompanhado do compromisso de a Petrobras instalar uma central de geração elétrica na cidade boliviana de Puerto Suárez, na fronteira dos dois países, de onde será vendida a energia para o Brasil.

Artigo Gazeta Mercantil Latino-Americana (29 de Maio a 4 de Junho de 2000)